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O Município de Moimenta da Beira, implantado numa zona granítica, de transição e paisagem tipicamente beiraltina, confronta a norte com Armamar e Tabuaço, a sul com Sátão, e Sernancelhe a leste, e a poente com Tarouca e Vila Nova de Paiva.
Tem a área de 219.48 Km2 e 10.212 habitantes, distribuídos por 16 Freguesias: Alvite, Arcozelos, Baldos, Cabaços, Caria, Castelo, Leomil, Moimenta da Beira, Paçô, Rua, Sarzedo, Sever, União de Freguesias de Aldeia de Nacomba/Ariz /Peravelha, União de Freguesias Nagosa/ Paradinha, União de Freguesias Peva/ Segões, Vilar.
É relativamente recente a história da Municipalidade Moimentense, mas não as origens do território que constitui o atual Município. Já quando Afonso III das Astúrias conquistou Lamego aos Mouros, começou o povoamento do Douro com a assenhoramento de terras pelos "presores Godos".
"E os que assim entravam à posse, ficavam senhores absolutos de tudo o que à força das armas haviam tomado". Escreve Santa Rosa Viterbo no seu elucidário. Estes " presores "criaram vilas rurais, vilares e casais que deles receberam os nomes, como Leomil, Baldos, Alvite, Toitam, Mileu, Segões, Sever e Ariz. Os habitantes de montes e castros, já anteriormente ocupados, como Pêra, Caria e S. Félix, começaram a descer para os vales; deixavam as rudimentares e frágeis defesas e castrejas e trabalhavam nas "Vilas" dos novos Senhores.
Nesta época, começa a notar-se uma terra, até aí insignificante, cujo nome é reminiscência do lugar preferido dos povos vizinhos para cerimónias fúnebres e o culto dos mortos. Era Moimenta, "Monumento", mausoléu levantado em honra dos mortos.
A História regista quase todas as nossas aldeias atuais como já existentes no séc. XII; diz-nos também que só Leomil (Couto) e Caria (Honra) tinham Juizes próprios antes de 1258.
Cem anos depois, no séc. XIV, as terras do atual Município de Moimenta da Beira tinham só três paróquias: Santa Maria de Caria, Santa Maria de Lobozaim e S. Tiago de Leomil. Sever e Alvite estavam no Couto de S. João de Tarouca, criado em 1140. O Vilar era da Honra de Fonte Arcada.
É a partir deste quadro, que desde o séc. XIV regista a existência de montes e pastos baldios, e vê a necessidade de regulamentar a exploração agrária e pecuária, e o uso comunitário das Terras Comunais, com o consequente aumento e fixação das gentes, que conduz à formação de oito Concelhos que chegaram ao séc. XIX: Paçô, Nagosa e/Castelo, Sever e /Alvite, Pêra e/Peravelha, Ariz e Peva, Moimenta, chamada então Moimenta de S. João Baptista de Leomil, formar-se mais tarde e à custa de Leomil, com as Freguesias posteriores de Paradinha, Cabaços e Baldos, deixando Leomil reduzida à sua Freguesia, com Sarzedo e Paraduça; e finalmente, o grande Concelho de Caria, já com sede e Pelourinho na Vila da Rua, cobrindo além destas Freguesias as de Arcozelos, Aldeia de Nacomba, Faia, Penso, Carregal, Lamosa, Quintela da Lapa e Segões.
A Reforma Administrativa de 1834 iniciou a concentração que conduziu ao Município que hoje temos: extinguiu e incorporou no Município de Moimenta, os pequenos Concelhos de Peravelha, Castelo, Nagosa e Arcos; do Concelho de Caria deve ter recebido na mesma data, as Freguesias de Arcozelos, Aldeia de Nacomba e Segões; por sua vez Leomil crescia com a incorporação dos Concelhos de Paçô e Sever.
Em 1855 era extinto o Concelho de Leomil e todo ele incorporado no de Moimenta da Beira, que no mesmo ano recebe o Vilar, do extinto Concelho de Sernancelhe. Em 21 de Maio de 1896, Caria e Rua passavam de Sernancelhe para Moimenta da Beira.
O pequeno Concelho de quatro pobres Freguesias, Moimenta, Paradinha, Cabaços e Baldos, em 1834, alargara-se no curto período de 21 anos, para dezanove Freguesias em 1855, estendendo-se de Arcos até Segões e de Paçô ao S. Francisco; e em 1896 estavam definitivamente marcados os contornos geográficos atuais do Município de Moimenta da Beira.