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Quando o medalhão de bronze em homenagem a Aquilino Ribeiro foi inaugurado em Soutosa, em 1965

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27 Setembro 2018
No dia 13 de junho de 1965, um domingo de Santo António, pouco mais de dois anos após a morte de Aquilino Ribeiro (27 maio 1963), os “Rotários Portugueses” prestaram homenagem ao mestre inaugurando na sua casa, em Soutosa, “capital das terras do Demo”, no concelho de Moimenta da Beira, um medalhão de bronze com a efígie de Aquilino Ribeiro, chumbado numa coluna “do mais duro e azulado granito da região”.

O jornal “O Comércio do Porto” dá a notícia na edição do dia seguinte e escreve que, entre “mais de centena e meia de rotarianos de quase todo o país”, marcam presença a viúva do escritor “D. Jerónima Machado Ribeiro”, os filhos “o corregedor Dr. Aníbal Ribeiro e eng. Aquilino Machado Ribeiro”, entre outras figuras aquilinianas, duas delas locais: “Ernesto Paiva Gomes, de Leomil, e o Dr. Baptista Ferro, director do “Correio Beirão”, de Moimenta da Beira”. O texto da notícia fala de outros nomes, basta ler.

Aquilino Ribeiro nasce na Beira Alta, em 1885 e morre em Lisboa em 1963. Deixou uma vasta obra em que cultivou todos os géneros literários, partilhando com Fernando Pessoa, nas palavras de Óscar Lopes, lugar cimeiro nas Letras Portuguesas.

Sócio número um da Academia das Ciências, foi reintegrado após o 25 de Abril, a título póstumo, na Biblioteca Nacional, condecorado com a Ordem da Liberdade e homenageado aquando do seu centenário pelo Ministério da Cultura. Em Setembro de 2007, por votação unânime da Assembleia da República, o seu corpo foi depositado no Panteão Nacional.

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