Passar para o Conteúdo Principal

Sistema Solar

imagem
“Sistema Solar à escala do concelho” já foi inaugurado

O presidente da Câmara Municipal de Moimenta da Beira inaugurou no dia 21 de junho, dia do Solstício de Verão, o projeto do “Sistema Solar à escala do concelho”, um modelo que é único em Portugal e na Europa (e provavelmente no mundo) porque alia a Ciência à Arte e tem ainda uma peculiar vertente de inclusão social. A cerimónia inaugural, junto ao edifício dos Paços do Concelho, local onde está colocado o “Sol”, foi seguida de um percurso a pé (e de autocarro) de visitação aos oito planetas principais do nosso sistema solar, representados em discos metálicos: Mercúrio, Vénus, Terra e Marte (na vila de Moimenta da Beira), Júpiter (Semitela), Saturno (cruzamento de Baldos), Úrano (Alvite) e Neptuno (praia fluvial de Segões).

Além do público e das entidades convidadas, estiveram presentes cerca de duas centenas de crianças que frequentam o 3º e 4º anos, porque já têm no currículo conteúdos da Astronomia, que puderam, antes e depois da cerimónia, observar o Sol por um telescópio equipado com filtro solar ao som da Sinfonia dos Planetas, de Gustav Holst.

O “Sistema Solar à escala do concelho de Moimenta da Beira” é um projeto que resulta de uma parceria entre o Município e o Clube das Ciências do Agrupamento de Escolas de Moimenta da Beira, que pretende atrair todas as comunidades, científicas, escolares e outras, do país, para visitas de estudo (e de lazer também). “Trata-se de um instrumento pedagógico ímpar que passa a estar ao serviço da comunidade, portuguesa e estrangeira ”, explica José Eduardo Ferreira, presidente da Câmara Municipal de Moimenta da Beira.

A construção do modelo físico da representação do Sistema Solar à escala do concelho, implantado em espaço público (e de forma permanente), não passou pela conceção dos astros em formatos esféricos, mas pela elaboração de formatos em discos (metálicos), que representam o Sol (com 1,39 metros de diâmetro) e têm assinalados, cada um deles, os oitos planetas principais do nosso Sistema Solar nas dimensões e distâncias proporcionais cientificamente calculadas. Júpiter, o maior planeta do Sistema Solar, reduzido à escala, ficou com um tamanho ainda mais reduzido que o de uma bola de futsal. E Mercúrio, o mais pequeno, com o tamanho de uma ervilha anã. “Assim, é-nos possível compreender as dimensões e as distâncias entre os diferentes astros que constituem o Sistema Solar”, justifica Paulo Sanches, professor, coordenador do Clube das Ciências do Agrupamento de Escolas de Moimenta da Beira, e responsável pela conceção do projeto.

A singularidade deste Sistema Solar, que o torna verdadeiramente único em Portugal e na Europa (e provavelmente no mundo), é a sua vertente artística e também de inclusão social. Artística porque oito dos nove discos metálicos foram intervencionados por pintores, arquitetos, escultores, ilustradores e designers, todos com formação pelas Faculdades de Belas Artes do Porto e Lisboa. E de inclusão social porque um dos discos tem a mão criativa de vários utentes da Artenave, uma instituição de solidariedade sediada em Moimenta da Beira que tem como grande objetivo contribuir para a promoção social da população da região nordeste do distrito de Viseu, através de atividades organizadas para crianças, jovens e adultos, independentemente da origem e das características físicas, intelectuais e mentais de cada um. “Quisemos dar um toque especial de talento e génio”, explica Sara Fernandes, designer e responsável pela conceção artística do projeto.

O Sol foi intervencionado por Nuno Bastos (arquiteto); Mercúrio por David Silva (arquiteto) e Cristina Aguiar (designer); Vénus por Sara Fernandes (designer); Terra por utentes da Artenave; Marte por Francisco Cardia (pintor); Júpiter por Joana Alvim (designer); Saturno por Raquel Pequito (escultora); Úrano por Daniel Correia (pintor/ilustrador); e Neptuno por Mariana Silva (arquiteta).

mapa sistema solar

mapa sistema solar 2